sábado, 1 de dezembro de 2007

Ponte Pencil

Existem dois penhascos altos
Separados por um rio
Une-os uma ponte pencil
Feita com tênue fio
Atravesso
Pois nesse momento cortante
Caminhar é tudo que posso
Economizo perigos, calada
Minha vista alcança
Minha espada que descansa
No verde vale do outro lado
Um vento gelado pergunta:
-Onde você quer estar?
Olho pra dentro de mim
E prossigo devagar
Sem saber se vou morrer
Ou chegar...


Como me perdi tanto? Como vim parar aqui?

2 comentários:

Virginia disse...

Às vezes é preciso se perder pra poder se achar....

José Rodrigues (JR.) disse...

pedindo licença ao poeta, andar é preciso, mesmo que sem rumo, sem destino, sem prumo, viver não é. andar para ousar atravessar os desviladeiros que nos desunem, os muros que nos cerceiam, as paredes que nos aprisionam; andar para ouvir o som dos passaros e o correr das águas; andar entre carros e motos, entre apitos e armas; andar até cansar, ultrapassar as pedras no meio do caminho, andar até se encontrar em algum lugar sozinho. enfim, andar mesmo que seja entre versos e palavras, andar sim.

um grande abraço, jose rodrigues (JR.)

recentemente criei um blog onde publico minhas poesias e outras obras, se você puder... fica o convite:

http://experimentandoversos.blogspot.com