sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Meu Estribilho

Foi a terra que tremeu?
Não amor, fui eu!
O dia escureceu?
Não amor, fui eu...
O sol perdeu o brilho?
Não amor
O sol sem brilho
É só meu estribilho

Sol sem brilho
Sol sem brilho

A primavera desandou?
Não amor, meu inverno a matou.
O céu perdeu o azul?
Não, esse é o reflexo de minh’alma!
Mil matizes de cinza
Mil cinzas sem calma
Que giram como moscas
Sobre a carne putrefata
Da menina que mamou
Seu farto leite de fada
E morreu do veneno posto
Que sempre serve ao gosto
De quem pensa ser amada...

2 comentários:

Virginia disse...

Excelente essa poesia! É pra ganhar concurso!

Fernanda Passos disse...

Não quero ser repetitiva, mas isso é impossível em relação ao que escreves.
Viva Heloisa!
Belíssima!!!!