quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Noturna

Eu plantei sementes de poesia
Virou árvore frondosa
Frutas de poemas
Flores de prosas

Lenhador veio e cortou
Frases se espalharam na terra
Algumas morreram sem seiva
Outras morreram por medo
A maioria na queda

Sobrou um grupo de letras
Desoladas pela dor
Justo as letras que estavam
Nas poesias de amor

Fizeram buraco na terra
Viraram raízes eternas

Hoje meus versos confusos
Habitam no fundo
Sempre noturno
Do inverso do mundo


5 comentários:

Juliana Cintra disse...
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vivi disse...

Você é a poesia!!!!
Linda demais!!!
Parabéns flor!

Marcelo Cantalice Dias disse...

Perfeito quando se planta uma semente, e melhor ainda quando ela é planta com amor...
Este cresce e se torna um poema!
Meus parabéns!!!

Fernanda Passos disse...

Poesia de uma poeta subversiva.
sementes de inspiração para você.
bjs.

bele disse...

prefiro as atitudes , mesmo sem as raizes das palavras, ficam na terra.
bla bla bla...
s2